Quem o afirma é o arquiteto Michael Morris que apresentou em Lisboa casas que um dia quer ver construídas na superfície do Planeta Vermelho. E comparou a Sagrada Família de Barcelona à Estação Espacial Internacional.

Ao fim de mais de uma hora de palestra e diálogo com o público, o arquiteto britânico Michael Morris, premiado pela NASA e cuja passagem nesta segunda-feira pelo Centro Cultural de Belém, em Lisboa, consistiu na descrição de projetos de vanguarda que permitam aos humanos habitar o planeta Marte, não tinha conseguido convencer todas as pessoas.

As “5 Casas Para Marte”, título da conferência que Michael Morris veio apresentar ao fim da tarde, pareciam apenas ficção científica, tal como descritas pelo autor. E, no entanto, sabe-se que a ficção científica já serviu muitas vezes para antecipar ideias e projetos que a ciência e a tecnologia depois tornaram viáveis, sendo a ida à Lua um dos exemplos clássicos. Ele próprio acabaria por dizer que não há nestes planos qualquer ficção.

Morris afirmou: “A questão de irmos viver no espaço já se coloca desde pelo menos a década de 1930. Com as alterações climáticas, sobretudo o aquecimento global, penso que teremos de nos tornar uma espécie multiplanetária. Só assim conseguiremos sobreviver no futuro”, disse. “Como arquiteto, penso que os humanos devem ir para o espaço. É muito importante visitarmos outros planetas para começarmos a aprender a lidar com as condições hostis que aí encontraremos.”

Finalmente, chegou ao projeto que tem hoje entre mãos – um habitat de poucos metros quadrados, pensado para superfície do Planeta Vermelho, construído por uma impressora 3D e com recurso a materiais “in situ”. Chama-se “Mars X House” e ainda há poucas semanas voltou a ganhar um concurso de financiamento da NASA.

 

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