No passado mês de Novembro, o cirurgião e investigador do Centro de Medicina de Maryland, em Baltimore, Samuel Tisherman, anunciou ter feito algo que para muitos, ainda estaria bem longe. A primeira animação suspensa num ser humano.

O grande objetivo desta animação, é poder aumentar as horas de vida de indivíduos em risco de morte, causada por lesões traumáticas que levam à perda substancial de volume sanguíneo. Mas vamos entender melhor.

Todos sabemos que a nossa temperatura corporal condiciona a nossa atividade metabólica quer das nossas células, quer dos nossos órgãos.
A temperatura média das nossas células rondam os 36-37ºC. As mesmas necessitam de oxigénio para desenvolverem o seu papel normal.

Ora, se o oxigénio necessário não chega às células, começamos a verificar o aparecimento de lesões e até mortes cerebrais.

No entanto, (e é aí que entra a novidade) descobriu-se que a temperaturas progressivamente mais baixas, determinadas células cerebrais abrandam de forma tão marcada que quase para, necessitando assim, de menos quantidade de oxigénio para garantir a sobrevivência.

A Ressuscitação e Preservação de Emergência (EPR) é o nome que se dá ao arrefecimento rápido do doente, através da substituição do sangue por um soro. Aí, o organismo atinge uma temperatura aproximada de 10-15ºC e a taxa metabólica cai, deixando o nosso corpo num estado de animação suspensa.

A taxa de sobrevivência global destes pacientes é de 10% a 13%.
O cirurgião Samuel Tisherman afirma numa entrevista à New Scientis, já ter colocado o primeiro paciente em “hibernação”, e esperam-se resultado no final deste ano 2020.

Notícia baseada em: https://shifter.sapo.pt/2019/12/animacao-suspensa/

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