A Renda de Bilros de Peniche é amplamente considerada um património cultural de Peniche,  reconhecido tanto em Portugal, como no estrangeiro.

Não existem documentos que refiram o aparecimento da renda de bilros na zona de  Peniche. Apenas existem depoimentos de pessoas de idade, cujas narrativas testemunhavam terem-se já dedicado a fazer renda, assim como as suas mães e avós. Tudo leva a crer que é anterior ao Século XVIII.

No ano de 1865 o Sr. Pedro Cervantes de Carvalho Figueira, escreveu que «da indústria e fabricação das rendas de Peniche na esperança de que seja lida com interesse por serem pouco conhecidos os usos e costumes da gente que nela se emprega e possa concorrer, talvez, para levantá-la da deplorável decadência e abatimento em que se acha».

Podemos dividir as rendas de Peniche em dois grandes grupos: as eruditas e as populares. As primeiras imitavam os padrões estrangeiros, com um fio mais grosso, ao qual se dá o nome de «torçal». 

As populares ainda hoje conservam a sua característica de ligações por meio de «tranças» e «pastilhas».

Em julho de 2016, a Câmara Municipal de Peniche inaugurou o Museu das Rendas de Bilros,  com o objetivo der conservar e divulgar a arte da renda, que conta já com mais de 400 anos no concelho.

Com o passar do tempo, alguns poetas dedicaram também parte da sua inspiração às rendas e rendilheiras de Peniche.

 

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